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Caro ≠ muito dinheiro

Caro ≠ muito dinheiro

Caro é pagar muito por pouco. É pagar mais do que aquilo que a coisa vale e sair da compra com a sensação de que nos ficaram a dever alguma coisa. Custar muito dinheiro é outra história: é o preço de algo que tem valor, feito com cuidado, por quem sabe fazer. Uma coisa pode custar muito e não ser cara. E uma coisa barata pode ser caríssima, só que a fatura chega mais tarde e a quem não a escolheu.

Porque todos os preços têm um caminho por trás. Cada euro que falta no fim tem de ser tirado de algum lado: da matéria-prima, do serviço, do tempo, das pessoas. Uma empresa pode ter três coisas: preço, qualidade e rapidez. Pode ter uma, pode ter duas, mas nunca as três. Para haver qualidade e rapidez, o preço não pode ser baixo, e muito menos pode haver descontos. Quem promete as três está apenas a esconder quem paga a diferença.

Quando o preço é baixo, HÁ SEMPRE alguém a perder.

No último texto falámos das mãos. É aqui que elas voltam. Cada produto nosso passa por muitas: as de quem semeia, de quem rega, de quem colhe no ponto certo, de quem embala, quem entrega, de quem atende o telefone. Não conseguimos cobrar pouco e, ao mesmo tempo, garantir qualidade em tudo, cuidar do serviço e proteger e valorizar cada uma dessas mãos. Alguma teria de ficar a perder. E nós recusámo-nos a escolher qual.

Há ainda uma coisa que o preço no rótulo não mostra. Às vezes somos mais caros em termos nominais, mas a nossa embalagem traz mais quantidade. Outras vezes, feitas as contas, o preço por grama é proporcionalmente o mesmo. Quem compara apenas o número impresso na etiqueta está a comparar coisas diferentes: a pergunta certa não é quanto custa a embalagem, é quanto custa aquilo que vem lá dentro. E há um benefício que raramente entra na conta: quando cada embalagem traz mais, gastam-se menos embalagens. Menos para encomendar, para abrir, para arrumar e para deitar fora.

E há outra razão para o nosso preço ser o que é, talvez a mais importante: ele inclui o risco. Se alguma coisa corre mal, ou se a qualidade deixa a desejar, somos nós que resolvemos e resolvemos depressa. O nosso lema não é um enfeite: 100% SATISFAÇÃO OU DEVOLVEMOS O DINHEIRO. Quem compra connosco não fica sozinho com o problema nem com o prejuízo. Isto só é possível porque o preço o sustenta. Uma garantia a sério é das coisas que o preço baixo não consegue pagar. 

Nunca captámos clientes com baixas de preço desmedidas, truques baratos ou com promessas de condições irresistíveis. E nunca fazemos descontos. Não é orgulho nem teimosia, é coerência. O preço justo não tem desconto, porque não há de onde o tirar. Se hoje baixássemos o preço a quem pedisse, amanhã teríamos de cortar noutro sítio e o corte não escolhe: cai sempre no elo mais fraco.

Sabemos que, ao decidir assim, corremos riscos. Perdemos alguns clientes pelo caminho e aceitamos isso. Mas ganhámos relações duradouras, respeito e consistência. É este preço justo que nos mantém de saúde há 11 anos e que nos permite fazer tudo o que fazemos, como fazemos.

Percebemos que nem sempre o orçamento chega e nunca vamos pensar pior de quem nos diz que não. O que não faremos é fingir que o valor é outro para que a conta feche mais depressa.

O nosso foco sempre foi, e sempre será, a qualidade do produto e a rapidez de um serviço que sabe o que faz.

Custa muito dinheiro? Custa. Mas não é caro, é justo.

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