Há uma pergunta que nos fazem muitas vezes: "Porque é que dão tanta importância a detalhes que a maioria das pessoas nunca irá reparar?"
A resposta é simples: nós reparamos.
Fazer bem raramente é o caminho mais fácil.
É mais fácil colher antes do tempo para cumprir uma encomenda. É mais fácil aceitar uma flor menos perfeita. É mais fácil substituir uma variedade por outra semelhante. É mais fácil dizer "tá bom assim".
Mas, se fizéssemos isso, deixávamos de ser nós.
Ao longo dos anos, percebemos que a qualidade não depende de uma única grande decisão. Depende de centenas de pequenas decisões tomadas todos os dias.
É escolher as melhores sementes.
É aceitar que nem todas as culturas correm como esperado.
É voltar a semear quando o resultado não convence.
É esperar mais um dia ou uma semana para colher porque a planta ainda não chegou ao ponto certo.
É testar um novo produto durante meses ou até anos antes de o lançar.
É deitar fora aquilo que não cumpre o padrão, mesmo sabendo que isso tem um custo.
É responder rapidamente quando alguma coisa corre menos bem.
Nada disto aparece na caixa que chega até ao cliente, mas está lá.
É verdade que esta forma de trabalhar é mais exigente: exige mais tempo, mais investimento, mais atenção. E, muitas vezes, significa escolher o caminho mais difícil quando o mais fácil também funcionaria. Mas acreditamos que é precisamente aí que está a diferença.
Não queremos ser a empresa que faz o suficiente. Queremos ser a empresa que faz o melhor que sabe.
Sabemos que isso nem sempre é perfeito. Trabalhamos com produtos vivos e a agricultura continuará sempre a trazer desafios e imprevistos. Mas há uma coisa que nunca queremos que mude: a exigência com que olhamos para aquilo que fazemos.
Porque a fasquia, para nós, nunca foi algo que os clientes nos impuseram. Fomos nós que a colocámos onde está e não temos intenção de a baixar!
É esse compromisso que nos trouxe até aqui. E é ele que queremos continuar a honrar, todos os dias, em cada encomenda que sai das nossas estufas.