Todos os dias recebemos encomendas e todos os dias, a partir desse momento, sabemos exatamente o que temos de colher. É assim que trabalhamos desde o primeiro dia.
Em vez de colhermos grandes quantidades e as deixarmos armazenadas à espera de serem vendidas, preferimos esperar pelas encomendas dos nossos clientes. Só depois organizamos a colheita, o embalamento e a expedição.
É um processo mais exigente. Mas acreditamos que é também a melhor forma de garantir a qualidade.
Os nossos produtos são ingredientes vivos e sensíveis. A partir do momento em que são colhidos, começam naturalmente a perder frescura, aroma, textura e durabilidade.
Cada hora conta, por isso, quanto mais próximo estiver o momento da colheita do momento em que o produto chega à cozinha, melhor será a experiência de quem o utiliza. É essa a razão pela qual evitamos fazer stock.
Preferimos que um chef receba um produto que ainda ontem estava na estufa, do que um ingrediente que passou vários dias numa câmara frigorífica à espera de uma encomenda.
Claro que esta forma de trabalhar exige muito mais planeamento. Todos os dias a nossa equipa tem de coordenar produção, colheita, embalamento e logística para que centenas de encomendas diferentes saiam completas e a tempo.
Nem sempre é o caminho mais fácil, mas é aquele em que acreditamos.
Também é uma forma mais responsável de produzir. Ao colhermos apenas aquilo que sabemos que vai seguir para os nossos clientes, reduzimos desperdícios e evitamos produzir muito mais do que aquilo que é realmente necessário.
No fundo, fazemos aquilo que a agricultura sempre fez: colhemos quando chega o momento certo. Só que, no nosso caso, esse momento chama-se encomenda.
Acreditamos que a melhor forma de preservar a frescura de um ingrediente não é encontrar uma forma melhor de o armazenar, mas colhê-lo o mais tarde possível.